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Empreendedor 23/01/2006

Maior preocupação é a qualificação do setor da construção civil

Analisando o setor da construção civil

Rafael Silva

O empresário Hugo Luiz Santana da Rosa, 43 anos, é formado em Administração de Empresas pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg); técnico em construção pela Escola Técnica de Pelotas; presidente do Sindiato das Indústrias da Construção Civil de Rio Grande (Sinduscon); Diretor da Federação das Industrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs); membro do Conselho Estadual da Construção Civil; membro do Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Condema/Fiergs); e membro do Conselho de Defesa do Meio Ambiente, vinculado a SMMA.
O currículo acima já dá uma idéia da trajetória do empreendedor desta semana. Santana nasceu em Arroio Grande e começou a trabalhar cedo, com apenas 14 anos, como auxiliar na construção civil. Ainda adolescente saiu para estudar em Pelotas e acabou adotando Rio Grande como a cidade para trabalhar, empreender e constituir sua família. Ele é casado e tem uma filha.
Após concluir o curso técnico em Pelotas, Santana ingressou na Engenharia Civil, pela Universidade Federal de Pelotas, mas foi obrigado a interromper o curso por causa do trabalho. “Os horários não se batiam e eu tive que optar pelo trabalho”, conta.
Ele trabalhava com o técnico de estradas, em uma empresa de construção, onde teve a oportunidade de atuar em Bagé, Porto Alegre e Pelotas. Depois veio transferido para Rio Grande, onde acabou gerenciando uma empresa de menor porte na mesma área. “Quando cheguei aqui, tratei de retornar aos estudos. E oi em 1997 que eu comecei minha carreira solo. Resolvi criar a minha própria empresa, a Santana Terraplanagem”, destaca.
Sua empresa é a única especializada na prestação deste tipo de serviço da Região Sul do Estado, trabalhando no ramo de construção e terraplenagem, além de locação de maquinário próprio. Santana também possui três jazidas de exploração de aterro e saibro, e fornece transporte para o material. “Nosso forte é contratos para obras públicas. Por isso mesmo, a situação econômica do país está nos prejudicando muito ultimamente”, diz.
Para ele, na esfera Federal muitas coisas poderiam e poderão ser feitas para incentivar o desenvolvimento da construção no país. A construção usa grandes contingentes de mão-de-obra e absorve muitas pessoas que hoje compõe a grande massa de pobreza de nosso país. “Isto não é de desconhecimento dos governantes, que poderiam criar mecanismos de desoneração da mão-de-obra, que poderiam diminuir a tributação sobre os insumos, que poderiam desburocratizar financiamentos e mais do que tudo isto: Os recursos que são arrecadados em tributos, não tem a mesma proporção nos investimentos públicos em infra estrutura, seja em estradas, seja em saneamento ou no rol de necessidades básicas que a sociedade requer”, explica.
Na visão do empreendedor, o município é a parte mais frágil desta escala, mas daí poderá emergir algumas mobilizações que tenham a merecida repercussão. Hoje existem algumas preocupações do setor das indústrias, que devem ser transferidos aos representantes públicos, em primeiro lugar, devemos ficar atentos a manutenção das indústrias que já existem no município, evitando o fechamento de qualquer uma delas, evitando o caos da sociedade e do orçamento público Em segundo lugar, o fortalecimento da autonomia do município na busca de novas empresas e isto passa fundamentalmente pela “municipalização do meio ambiente” e por fim o fortalecimento da área de elaboração de projetos da infra estrutura urbana, pela Prefeitura. “Nós devemos Ter projetos bem elaborados, prontos para a busca de financiamentos, seja nos ministérios, seja do BID ou do BIRD ou até através do custeio municipal, por que não?”, argumenta.
Para Santana, a construção civil tem tudo a ver com isso, pois sofre impactos com essas questões. “São muitas atitudes que somam para o nosso desenvolvimento, esta é uma delas e de grande importância, as empresas terão mais agilidade no encaminhamento de seus licenciamentos e as decisões serão no próprio município, podendo ser definidas as prioridades aqui mesmo. Isto compõe o poder de reação que nós necessitamos”, afirma.
Para o futuro, além de arranjar tempo para a família e investir na sua própria qualidade de vida, Santana se preocupa com a persistência do setor na busca da qualificação. “Não tem como estar estabelecido sem preocupações com qualidade – meio ambiente – segurança. O mercado se encarrega de excluir quem estiver alheio a isto. Por que havendo a recuperação na economia, fatalmente será necessário que estejamos organizados para suprir as demandas. Ao mesmo tempo recai uma Segunda preocupação paralela a esta que é a falta de renovação dos profissionais da construção, os profissionais se aposentaram, migraram para outras atividades e teremos que estar atrelados ao SENAI no desenvolvimento de cursos para criar novos profissionais, quando o setor estiver atrativo novamente”, conclui.



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