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Empreendedor 06/12/2005
O sucesso nas vendas depende do trabalho duro

Rafael Silva

Paulo Grazioli é um empreendedor na real acepção da palavra. Aos 31 anos de idade, ele orgulha-se de nunca ter trabalhado como empregado. Ele teve o primeiro contato com vendas aos cinco anos e aos sete já saía para vender com seu irmão. Hoje, com três empreendimentos em Rio Grande, ele diz que pipoca é um negócio muito lucrativo.
Natural de Santa Maria e filho de uma família de vendedores, ao todo são dez irmãos, a maioria com talento para vendas, aos cinco anos de idade, Grazioli passou a acompanhar seu padrasto nas vendas, e não demorou muito para perceber que tinha jeito para a coisa. “Eu gostava de estar perto dele, então eu ia junto e gritava para comprarem de mim, porque eu era pequeno. Ele trabalhava com quindins e bolos. Vendia na praia. Para mim, aquilo era uma diversão”, conta.
Aos sete anos, Grazioli já saía para vender doces nas ruas de Porto Alegre, acompanhado de seu irmão. “Lembro de uma vez que eu me perdi dele em plena Assis Brasil e fiquei apavorado. Mas enfrentei o medo e pedi ajuda para voltar pra casa. Nós sempre nos mudamos de cidade em função das vendas e tive a oportunidade de conhecer vários mercados diferentes”, lembra.
Aos 16 anos, já de volta à Santa Maria, Grazioli resolveu montar uma pequena fábrica de quindins. “Nós vendíamos bem, mas era difícil comprar. Então resolvi produzir eu mesmo e vender para meu pai e meus irmãos distribuírem. Comprei forno industrial e formas. Deu certo”, diz. Mas um ano depois, entediado pois gostava mesmo era de trabalhar na rua, ele resolveu vender a fábrica e foi para Tubarão (SC).
Em 1992, voltou para Santa Maria onde ajudou um primo a montar uma fábrica de quindins. Depois, fez planos para trabalhar em Capão da Canoa. “Meus pais já estavam no Cassino. Então, vim para cá fazer uma visita e acabei ficando. Comecei vendendo crepes com meu irmão e logo surgiu a idéia de trabalhar com pipoca. Mas foi muito difícil, por causa do ponto”, diz.
Grazioli precisou alugar um ponto em frente à igreja do Cassino, mas lá já existia cachorro-quente e crepes. Então ele resolveu inovar. “Comprei uma máquina de batatas fritas e foi um sucesso. Mas esse tipo de vendas tem seu auge no verão. No inverno, eu distribuía alfajores nos mercados da cidade”, conta.
Em 1997, com a abertura do barracão no cassino, Grazioli recebeu uma proposta para vender pipoca no local. “Comprei uma máquina igual a dos filmes americanos, em que o público vê a pipoca estourando. O sucesso foi tanto que passei a ser convidado para participar de feiras como Fearg, Fenadoce e Expointer”, destaca.
A maior dificuldade que ele encontrou para trabalhar em toda sua vida foi em Rio Grande, quanto ao ponto. Por ser de outra cidade, ele conta que as portas sempre batiam em sua cara. “Mas foi só trazer novidades que as portas começaram a se abrir”, diz.
Hoje, Grazioli possui três pontos no cassino onde vende crepes e pipoca com oito pessoas trabalhando. Outro ramo que ingressou há poucos anos foi na revenda de carros. “Quando eu era criança, vendia doces nas revendas e ficava sonhando em trabalhar numa. Depois, conheci os donos desta loja e consegui realizar esse sonho”, conclui.



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