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Empreendedor 26/09/2005

Diaz afirma que a grande paixão de sua vida é a pecuária

Uma vida e muitas lutas

Médico veterinário, leiloeiro, empresário e político. Pós-graduado na Usp e na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. Fundador do Sindicato Nacional de Leiloeiros Rurais e Associação Nacional de Leiloeiros Rurais. Credenciado em seis federações de agricultura do Brasil. Título de Leiloeiro Rural do Ano do Rio Grande do Sul e Martelo de Ouro, o mais importante da categoria. Também foi secretário geral e presidente do PMDB. Um dos fundadores do PSDB, em nível nacional e estadual. Presidente do partido e duas vezes candidato a Deputado Federal, sendo o mais votado em Rio Grande. Duas vezes vereador e um mandato como presidente da Câmara de Municipal. Único tucano fundador em atividade no Estado e o mais antigo leiloeiro rural do país na ativa.


Somente o currículo acima já dispensaria outras palavras para descrever o espírito empreendedor de Cláudio Castanheira Diaz, mas sua história, repleta de realizações e peças do destino, reserva ao leitor uma lição de vida. Que o Bom Dia faz questão de ressaltar.
Nascido em Rio Grande, em 1953, Diaz teve uma infância simples, enfrentando as mesmas dificuldades que muitos jovens encontram hoje para estudar e crescer na vida. Seus pais eram pecuaristas, criando no filho um amor especial pelo campo.
Ainda no primário, Diaz tinha que andar dez quilômetros a cavalo para entregar o leite, produzido na propriedade da família, no trem do Bolacha, para somente então, poder ir à escola. Aluno nota dez, concluiu os estudos em Rio Grande, sendo admitido no curso de Veterinária pela Universidade Federal de Pelotas. “Fui o terceiro melhor colocado, com nota para ingressar em qualquer curso”, lembra.
Aos 13 anos de idade, com o desempenho na escola comprometido, seu pai lhe colocou para trabalhar na Motobras. “A maior lição que recebi. Minhas notas melhoraram”. Começou como estafeta, passando a balconista e posteriormente vendedor. “Com 17 anos já tinha meu próprio carro, ganhava bem, até que quis continuar estudando. Meu primeiro e único patrão, Fernando Fuscaldo, a quem considero como um pai, queria que eu cursasse Administração, mas escolhi Veterinária. Essa época, foi muito importante para minha formação”, conta.
Para não ficar desempregado ao entrar na Universidade, Diaz tornou-se leiloeiro rural, credenciado pela Federação de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, aos 18 anos, com a ajuda de Francisco Soares, então presidente do Sindicato Rural de Rio Grande. A escolha foi influenciada pelo seu pai, que possuía uma empresa que atuava no ramo.
Na época, a profissão de leiloeiro era pouco conhecida. “Muitos leiloeiros tinham até vergonha, registravam-se em hotéis como pecuaristas. Assim, iniciei uma luta para tornar essa atividade respeitada”, destaca. Diaz fundou a Associação Nacional dos Leiloeiros Rurais e o Sindicato Nacional dos Leiloeiros Rurais, passando a atuar também em estados da região central do país.
A política surgiu em sua vida ainda na faculdade. Foi presidente do diretório acadêmico e participou de diversos movimentos estudantis. “Foi bem na época da ditadura militar, e o diretor do curso era um general. Eu vivi o momento da repressão, e naquela época, todos nós éramos um pouco rebeldes. Fazíamos carreatas, passeatas, fugíamos da polícia, fizemos várias campanhas”, conta.

O acidente

Tão logo iniciou a carreira de veterinário, o destino lhe pregou uma peça. Quando passava as férias no Cassino, sua esposa passou a trazer todos os dias os três filhos para a escola na cidade. Numa das viagens, o carro descontrolado colidiu contra uma árvore. Diaz perdeu ao mesmo tempo a mulher e um filho, ficando com uma das filhas em coma por 57 dias. “Eu até digo para as pessoas que não sou um cara normal. Um sujeito que vive uma tragédia dessas, não enxerga as coisas como as outras pessoas que nunca passaram por isso. Transforma-nos em pessoas diferenciadas, não quer dizer que sejamos melhor ou pior, simplesmente não igual à média. Isso muda nossos valores, principalmente nas questões materiais”, argumenta.

A recuperação

Depois do acidente, Diaz foi morar em São Paulo, onde trabalhou para as empresas mais bem conceituadas como veterinário e administrador, e também concluiu duas pós-graduações. Seis anos depois voltou a Rio Grande. “Após um período muito longo, casei-me novamente e tive mais duas filhas. Hoje tenho quatro filhas maravilhosas. As mais velhas já estão na universidade”, diz.
A política ressurgiu também em sua vida. Participou de quatro campanhas: foi suplente de deputado estadual, candidato a deputado federal mais votado em Rio Grande e já está no segundo mandato como vereador pelo PSDB.
Como pecuarista, Diaz orgulha-se de ser um dos maiores produtores da raça de cavalos Quarto de Milha. Também é invernador de gado, possuindo uma área de 800 hectares, totalmente produtivos. “Tenho investido muito na raça. Já possuo 60 fêmeas e um garanhão. E também continuo minha atividade como leiloeiro”, destaca.
Hoje, ele divide a vida entre a pecuária, pela qual é apaixonado, e a política. “Faço política por indignação. Sou crítico tanto aos adversários como aos parceiros. Eu entendo que acabou a era do demagogo e do bonzinho. O bonzinho é o pior político que existe. É o que mais mal faz a este país. Porque é omisso. O safado todo mundo sabe quem é, o bonzinho engana”, conclui.



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