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Empreendedor 12/09/2005

Artesã tem Rio Grande como inspiração para seu trabalho

Artesanato de Mary Betty divulga Rio Grande e sua arte

A uruguaia Mary Betty Frachia desde pequena é apaixonada por artes. Habilidosa como poucos, dizem que tudo em que ela toca se transforma. E quem conhece seus trabalhos não duvida nem um pouco.
Mary Betty nasceu na cidade uruguaia de Melo, situada no departamento de Cerro Largo, a 160km de Jaguarão. Quando menina, nos tempos do Colégio Maria Auxiliadora, de propriedade da ordem dos Salesianos, ela já fazia cartazes e desenhos para a escola. “Sempre fui habilidosa e sempre fazendo coisas diferentes. Gostava de revolucionar, procurar técnicas diferentes”, recorda.
Mais tarde, transferiu-se para a capital uruguaia, quando cursou por quatro anos a Faculdade de Belas Artes, em Montevideu. Faltaram dois anos para se formar. Naqueles tempos só pintava, explorando temas gaúchos, como o cavalo e o índio. Trabalhava com madeira “e também com qualquer material que caía na minha mão”.
Em 1981 terminou o contrato do esposo, nordestino, como mestre de barco pesqueiro. Foi aí que o casal transferiu-se para Rio Grande. Aqui custou um pouco a adaptar-se. “Me custou um pouco, pela língua”, lembra, mas sentiu-se tão bem aqui que não pretende sair. “Quando surgiu a oportunidade de meu esposo retornar para o Uruguai ou ir para o nordeste preferi Rio Grande. Aqui já tenho minha vida, as amizades e os filhos”, justifica. Hoje ela é viúva, mãe de Pablo, Daiana, Leonardo e há poucos meses ganhou a neta Sofia.
Em Rio Grande, Mary Betty fez amizades rapidamente. Muito católica, também participa das atividades da Paróquia Sagrada Família no bairro Cidade Nova, onde mora. Ao mesmo tempo, continuou com o artesanato, trabalhando com madeira, sendo que por volta de 1998 a artista plástica Lúcia Miranda convidou-a para fazer uma mostra no Shopping Figueiras, com quadros de cavalos. Ela gostou, apesar das dificuldades em comercializar temas relacionados a cavalos em nossa cidade. Foi essa constatação que levou-a para futuras pesquisas sobre quais produtos poderiam ser facilmente identificados com Rio Grande.
Certa vez, no Rio de Janeiro, comprou uma revista de circulação nacional que trazia reportagens sobre artesanato de todo o Brasil. Surpreendeu-se ao ver que na parte de dedicada ao Rio Grande do Sul nossa cidade não aparecia no mapa.
Nesse meio tempo o esposo faleceu e Mary Betty dedicou-se ainda mais ao artesanato, até mesmo para aumentar a renda familiar. Pensou em trabalhar com pingüins, mas logo em seguida viu que eles só apareciam em Rio Grande de passagem. O filho levou-a para conhecer o Museu Oceanográfico e lá foi incentivada pelo diretor Lauro Barcellos, o oceanógrafo Neneco, do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM) e pelo Cônsul uruguaio na época, Luis Landó, que ao ganhar da artesã uma peça com leões marinhos, alertou-a: “Não sabes o que tens em mão. Precisas explorar mais este talento!”.
Mary Betty logo ficou sabendo que os pescadores não convivem bem com os leões marinhos, por considerarem-nos inimigos ou concorrentes na pesca. Constatou que aqueles animais em cima das pedras ou tetrápodes dos molhes eram uma característica da cidade e decidiu fazer um trabalho com eles, até mesmo como forma de conscientização para a preservação da espécie.
O trabalho de Mary Betty em seguida tornou-se um sucesso. Empresas situadas na área portuária foram as primeiras a encomendar esse tipo de mercadoria e distribuí-la por todo o país.
As vendas dos leões marinhos nos tetrápodes passaram a acontecer no Museu Oceanográfico, brique da Buarque de Macedo e, em 2001, estreou na Fearg com grande sucesso. “Não ficou uma peça para vender”, recorda ela, que em agosto último foi convidada por artesãos de Porto Alegre a participar de um evento latino-americano na Capital Gaúcha. De 50 artesãos, somente 12 passaram na triagem e Mary Betty foi uma delas. Lá tudo foi maravilhoso, mas a uruguaia constatou, com tristeza, que até mesmo em Porto Alegre, muitos não sabem que em Rio Grande existem os Molhes da Barra.
Além dos leões marinhos, a artesã tem trabalhado com capivaras e lontras que habitam a Estação Ecológica do Taim. Também acha tempo para ensinar artesanato às mulheres de pescadores  e pretende fazer um trabalho com presidiários.
Mary Betty Frachia continua participando da Fearg, da Feira Latino Americana, Expointer e da Feiarte, esta última em Curitiba. E prossegue comercializando seus trabalhos, atendendo encomendas e também as pessoas que pretendem levar lembranças de Rio Grande. Para isso ela possui a loja Eco de Terra e Mar, na rua Teixeira Junior, 352 (o fone é 8402-0170). Entre seus planos estão a reforma da loja e, ainda, a criação de uma Casa de Cultura Brasil-Uruguai, congregando a colônia uruguaia que é expressiva em Rio Grande.



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