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Empreendedor 05/09/2005

Aylton está preparado para atender a demanda com a vinda dos estaleiros

Aylton possui tornearia há 20 anos

A tornearia Lagilrud Comércio e Serviços Ltda, fundada em 1985, completou este ano 20 anos de atividades, merecendo, inclusive, um certificado de reconhecimento por parte da CDL do Rio Grande. Seu proprietário, Aylton Jesus Rodrigues tem bem mais tempo de atividades.
Aylton era o mais velho de dez irmãos. O pai era pedreiro, vivia com dificuldades e não desejava a mesma profissão para os filhos. A família foi a primeira moradora do bairro Municipal (atual Miguel de Castro Moreira), numa época em que lá não havia água, luz, nada. Por tudo isso, pode se dizer que Aylton começou do nada, enquanto hoje possui um bom patrimonio para deixar aos filhos e netos.
Quando jovem, Aylton chegou a ser aprendiz de carpinteiro, mas um dia, ao passar pelo Senai, viu que tinha vaga para o curso de Mecânica e decidiu se matricular. Depois de formado, a direção da escola indagou-lhe se desejava fazer uma prova em Porto Alegre. Se saiu bem, sendo contratado para atuar na escola de Carazinho, em 1955, um ano depois da sua fundação. Naquela cidade ele ficou durante 12 anos, mas desejava retornar para cá por causa de sua famíla e porque a esposa, Laureci, também era de Rio Grande. O retorno aconteceu em 1967. Aqui foi professor de Mecânica até se aposentar, em 1980.
“Se sou alguma coisa na vida agradeço ao Senai. Fui aluno, depois instrutor e aposentei-me como coordenador de curso com 46 anos de idade”, lembra ele, orgulhoso.
Enquanto ainda estava no Senai, Aylton Rodrigues registrou uma tornearia, como autônomo, em dezembro de 1974. Funcionava na garagem de sua casa, então localizada na esquina da avenida Portugal com a rua República, no bairro Cidade Nova. Ele só trabalhava nas horas vagas. Quando ia para o Senai o filho Gilmar tomava conta do serviço.
Em 1980 Aylton aposentou-se e começou a construir um prédio próprio para tornearia, também na avenida Portugal, 435, a poucos metros da oficina antiga. A Lagilrud, iniciais da esposa, do filho e do irmão, surgiu em 1985. Os tempos eram bons, haviam fábricas de conservas no bairro Cidade Nova. “Chegamos a ter 11 funcionários e a trabalhar 24 horas por dia, no período de 1984 até 1989”, recorda o entrevistado.
Um momento difícil foi no Plano Collor. O dinheiro que deveria destinar-se ao pagamento dos funcionários foi confiscado. Aylton pensou até em fechar as atividades.

ESTALEIROS - Hoje a empresa é exclusivamente familiar. Trabalham os filhos, Gilmar e Suzana, o irmão Rudnei e o neto Charles. A clientela é formada também por empresas fortes como a Alchem, Tecon, Corsan e Pescal. Como o serviço havia caído, uma alternativa encontrada foi a de prestar assistência técnica e isso acontece para a Karcher (bombas de pressão), Rapp e Cid (máquinas de cortar grama), bombas Famac e também é revendedor da marca Trapp.
Aylton não pára. Está sempre no serviço, das 8h30min às 12h e das 13h30min às 17h. Ele afirma que sua empresa está preparada para atender os estaleiros, com maquinário suficiente para recuperar máquinas e equipamentos em geral.
O empreendedor também integrou-se à Rede Metalmar, onde é vice-presidente. Trata-se de um grupo de 17 enmpresas prestadores de serviço, da cidade, que uniram-se para atender os estaleiros. Aylton diz que “estou bem de equipamento. Talvez não possa fazer tudo que venham a precisar, porque os estaleiros são muito grandes. Por mais que se faça a gente é pequeno frente a um empreendimento desses, mas estamos nos preparando”.
Uma das vantagens da Rede Metalmar, segundo o empresário, é a certificação, que em grupo sairá mais barata. Ele também quer se habilitar para prestar serviço à Petrobras.
Aylton Rodrigues deposita muita esperança nos estaleiros. “As perspectivas serão boas quando eles vierem. Embora não trabalhe diretamente com os estaleiros, poderemos trabalhar para terceiros”, diz o empresário que não se arrepende de ter escolhido sua profissão. “É o que gosto de fazer”, salienta ele, que revela os segredos para alguém ser bem sucedido: “Fazer o que gosta e ter seriedade naquilo que faz. Assumir aquilo que abraçou e não explorar ninguém”, conclui o empreendedor desta semana.



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