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Empreendedor 22/08/2005

Márcia transformou o ofício da mãe em oportunidade de negócio

Márcia tem duas paixões: magistério e costura

Márcia Helena Neves Casseres é professora municipal e também empresária. Filha de mãe costureira, ela entende que teve influência de dona Yolanda quando fundou a Malharia Tibilisk. Isso aconteceu por volta de 1991 e hoje possui um pavilhão industrial e duas lojas: a da rua Duque de Caxias, 235, que surgiu na virada do século, e a mais antiga na rua Costa Rica, no bairro Frederico Ernesto Buchholz, onde tudo começou.
Quando a mãe costurava, por peça, Márcia ficava observando. Começou vendendo peças para as lojas. Era ela, a mãe e a irmã com uma máquina de costura doméstica. Dois anos mais tarde adquiriu uma overloque comum. Com muito custo comprou uma galoneira portátil “e foi indo”.
Por ser professora, em 1995 teve a idéia de confeccionar abrigos escolares. “Inicialmente eu achava que era difícil. Requer trabalho, na verdade, mas não tanto. Trabalhamos para as escolas em cima de tamanhos padrões, mas sempre tem aquele que precisa ser mais curto ou mais longo”, conta ela.
Hoje todo o equipamento é industrial. São 17 funcionários que trabalham no pavilhão de 200 m2 de área construído, recentemente inaugurado na rua República de Cuba, também no bairro Buchholz. Lá concentram-se os setores de confecção, serigrafia e bordado. A produção varia entre duas mil e cinco mil peças, dependendo da época do ano. No verão são feitos biquínis e no restante do ano camisetas e abrigos escolares.
A maioria da produção é vendida nas duas lojas da empresa e “alguma coisa” por atacado. Além de Rio Grande, a malharia recebe pedidos de escolas e clientes de São José do Norte e Santa Vitória do Palmar.

PERSEVERANÇA
A Tibilisk tem uma clientela fiel. “Para isso tem que trabalhar bem. O cliente quer ser bem atendido. Temos alguns que iniciaram conosco e hoje atendemos quase todas as escolas particulares, estaduais e municipais”, conta nossa entrevistada.
Indagada como consegue se manter no mercado, enquanto muitas empresas do ramo tem curta duração, Márcia Casseres responde: “O problema é que o pessoal abre achando que em dois, três meses vai estar rico, ter lucro. Mas demora anos para se conseguir alguma coisa. Temos 15 anos de existência e recém conseguimos comprar prédio próprio e parcelado. Ainda mais nos dias de hoje é preciso trabalhar pesado”.
Márcia também não se preocupa com crise: “Se pensar assim não vai adiante. Alguma crise sempre vai ter, algum mês mais fraco que hoje. Tem de baixar a cabeça e trabalhar com perseverança, luta e ir te reciclando. Nós sempre nos reciclamos. No próprio uniforme um mínimo detalhe faz a diferença”.
Uma das dificuldades enfrentadas é a de conseguir costureiras eficientes. Por isso, ela contrata aquelas que já tenham prática e que se adaptem ao seu sistema de trabalho.
Sobre o diferencial da Tibilisk em relação às concorrentes, Márcia responde: “Para ser sincera, não me preocupo com os outros. Procuro fazer meu trabalho. Sempre coloco para minhas balconistas que não falem mal do concorrente, porque assim como vou falar mal dele, ele vai falar mal de mim. E é concorrente entre aspas, porque o cliente vai onde escolhe. Só gostaria que aqui fosse como em outras regiões. Lá para cima o pessoal trabalha mais unido, cooperativado. Aqui é difícil”.
A empreendedora considera que o mercado em Rio Grande é bom, “mas pode ser mais bem explorado”. Só tem uma ressalva. “O trabalho é exaustivo mesmo. Não tenho hora para dormir. Em época de safra trabalho até a madrugada. Às vezes durmo duas, três horas por noite”, diz ela, que continua lecionando na escola Altamir de Lacerda Nascimento. “Lá não é a parte monetária, mas dou aula porque gosto”, afirma.
Márcia Casseres diz que vale a pena empreender e ter seu próprio negócio, “se souber administrar e trabalhar junto”. Sobre planos de expansão, informa que “já tive propostas, mas estou estudando com os pés no chão. Não adianta dar o passo maior que a perna, mas a idéia é crescer sempre. Se não pensar assim a gente estaciona e, ao invés de progredir, acaba regredindo”.



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