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Empreendedor 08/08/2005
Idriss transformou o limão em limonada

Há mais de 30 anos em Rio Grande, o libanês naturalizado brasileiro Idriss Mohsen começou a trabalhar em comércio com seu tio, que possuía a Feira Paulista. Em 1979 abriu seu próprio negócio: a loja de confecções Fenícia, que por cerca de 20 anos permaneceu no Calçadão da rua General Bacellar.
Em 1982 Idriss adquiriu a antiga residência da família Martins, situada na rua Marechal Floriano, 485. O prédio centenário, conhecido como “Bolo da Noiva” no início lhe deu uma dor de cabeça. Foi quando o inquilino quis construir uma entrada no lugar das duas sacadas. O caso foi parar no Ministério Público. Idriss ficou um pouco contrariado com a lei que preservava prédios históricos, mas conversando com o arquiteto Oscar Décio Carneiro e o promotor Francisco Simões Pires, o comerciante mudou de idéia. “Eles me abriram os olhos para a importância da preservação do patrimônio Histórico”, afirma. Na ocasião, o promotor chegou a cobrar-lhe que os árabes conservam mesquitas de 500 anos e Idriss relutava em preservar um prédio de 100 anos.
“Então comecei a mudar meu pensamento. Começamos a restaurar a casa. Muitas pessoas vinham nos dar sugestão com boa vontade. Eu e minha família passamos a ver a situação com outros olhos”, lembra o comerciante, que vendeu a loja nos fundos do prédio, com saída para a rua General Bacellar, e investiu praticamente todo o dinheiro na restauração da casa. A obra foi feita em dois anos e, naquele período, Idriss conheceu Marcelo Paz, um rapaz de Belém do Pará, que é restaurador e músico. Foi ele o responsável pela restauração da fachada. O interior do prédio também foi modificado, sendo adaptado para restaurante, a nova atividade da família.
O trabalho de restauração durou 1 ano e meio. O restaurante surgiu em novembro do ano passado e já é um sucesso. Ao mesmo tempo, Idriss está orgulhoso. “Estou preservando a histórica da cidade e ainda posso trabalhar e sustentar minha família. Na loja era apenas eu e a família. Agora, estou gerando emprego e já tenho quatro cozinheiras”, fala, satisfeito.
O restaurante funciona de segundas a sábados, no período do almoço. O sistema é de buffet por quilo ou livre. O diferencial é a comida caseira, sem fritura ou gordura demais. Para quem quiser algo mais picante, os temperos estão ao lado dos pratos. São oito pratos quentes e 10 tipos de salada. Frequentemente, também são colocados alimentos árabes, como kibe ou esfiha. O restaurante também vende algum doce árabe.
Idriss afirma que o investimento “valeu. No início a gente estava no ar, mas depois vimos que existe o outro lado. Muita gente dá valor à história e uma parte da clientela é gente de idade que chega aqui dizendo que esta foi a casa do avô ou do tio. A gente fica satisfeito com isso”.
Idriss começa a trabalhar às 7 horas da manhã. A esposa Soraia e a filha Fairuz também ajudam. “Nosso ramo exige qualidade e muito capricho”, observa ele. Quem conhece as dependências do restaurante, especialmente a cozinha, também se impressiona com a limpeza.
Indagado sobre a diferença entre uma loja de confecções e o restaurante, o comerciante diz que “na loja o capital empregado é grande e corre o risco de não vender. Aqui o capital é menor. Se investe de manhã e à tarde já existe o retorno. O dinheiro está girando dentro da cidade, pois eu compro na central de hortigranjeiros, no supermercado, enquanto antes buscava confecção em Santa Catarina ou São Paulo”.
No entanto, Idriss diz que sair de uma loja”foi difícil, mas a própria vida ensina muitas coisas. Não se bote bater na mesma tecla quando ela está parada. Mudamos e hoje vemos que até os impasses envolvendo o prédio foram para nosso bem. Se tivesse condições comprava outra casa antiga para restaurar, porque peguei gosto pela restauração”, conclui o comerciante que transformou o limão em limonada, ao preservar um prédio histórico, que chama atenção de quem transita na Marechal Floriano, e instalar um restaurante que já conquistou uma grande clientela em tão pouco tempo.



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