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Empreendedor 06/06/2005

VETERANO: Chico começou a fazer trabalhos em jóias na década de 70

Chico conta com o apoio da família para atingir o sucesso

Francisco Carlos Ribeiro Machado, 47 anos, é um vitorioso. ‘Ralou’ muito, mas, com humildade e muita dedicação ao que faz, atingiu sua tão sonhada estabilidade. Ele é proprietário da Chico Arte em Jóias, situada na rua General Bacelar, que faz conserto e reforma de jóias, relógios, gravações em troféus e medalhas, além de vender jóias e bijuterias.
Chico foi uma pessoa muito pobre e estudou apenas até o 2º ano primário. Para ajudar seus pais, trabalhou muito desde cedo. “Fui pescador, vendia pastel e picolé na rua e meu primeiro emprego com carteira assinada foi numa transportadora”, lembra.
O artesanato surgiu em sua vida de uma forma curiosa. Na Junção, onde morou, ele observava, ainda muito jovem, o trabalho de uma oficina e se admirava em ver o trabalho manual dos funcionários. Um amigo que trabalhava numa oficina começou a lhe dar arame de cobre que vinha no interior dos motores e, a partir daí, começou a fazer artesanato com cobre, vendendo no chão da calçada, frente à sua casa.
Na década de 70 o movimento hippie estava forte. Alguns que optavam por esse tipo de comportamento tiravam seu sustento do artesanato e Chico iniciou assim em sua atual profissão. “Da beira da calçada fui para a galeria (Conde) e depois para cá”, conta ele.
Chico não tinha dinheiro nem para montar uma banca na rua. Ele passou a vender seu artesanato em diversos pontos do Centro da cidade, como no Calçadão, na General Netto ou defronte à Catedral de São Pedro. Conseguiu um caixote num depósito de bananas e cortou o veludo de um vestido de sua mãe para montar uma mesa. Ao mesmo tempo, lixava o cobre na calçada. O entrevistado salienta que aprendeu muito com Ernani, outro artesão de reconhecida competência na cidade, e com o joalheiro Silvino Galhardi.
A vida foi melhorando aos poucos e o artesão conseguiu algum dinheiro para viajar e comprar material. Nessas viagens, diz que aprendeu muito. Fazia artesanato de cobre, depois em latão e tinha humildade para pedir que outras pessoas lhe ensinassem a fazer o que não sabia. Com o tempo, alugou uma loja na Galeria Conde, passando a trabalhar com metal e couro, prata e depois ouro. O começo lá foi difícil. Inicialmente tinha de viajar para vender seus produtos em feiras e eventos porque, só na loja, mal dava para pagar o aluguel. Mas na Galeria Conde foi se tornando conhecido, diversificou a mercadoria e a situação melhorou sensivelmente.
“Se eu fechar a loja por um ano, o pessoal ainda espera para fazer comigo”, salienta o empresário, que hoje considera ter valido a pena passar tanto trabalho. “Valeu muito. No Calçadão trabalhei de ponta a ponta, mas sempre fui uma pessoa com humildade para aprender. A humildade ajuda muito, e também a sinceridade com o cliente. Onde existir mentira, termina tudo”, observa.
Para o prédio atual Chico mudou-se faz uns cinco anos. No início trabalhava no meio da obra, mas a clientela permanecia fiel.
O entrevistado entende que “crise existe para quem não trabalha. Sempre trabalhei por minha conta e tinha dinheiro para namorar e ajudar em casa”. Afirma que o segredo para o sucesso passa por “ser bom de coração e insistir. Ter paciência em tudo o que vai fazer”.
E, quando fala em trabalho, ele não está para brincadeira. Todo dia levanta às cinco horas da manhã. É comum ficar trabalhando, em dias de semana, até a madrugada, tanto que possui um colchão na loja para descansar no meio da noite.

FAMÍLIA É A MAIOR JÓIA
A empresa de jóia é familiar e dá certo graças à harmonia que existe em sua família. A esposa Teresinha Mesquita Machado, com quem está casado há 24 anos, permanece sempre junto dele. Os filhos Francis, de 22, Fabrício, de 18, e Amanda, de 8, também ficam na loja, assim como Pamela, 16 anos, a irmã de Chico e que é considerada pelo casal mais uma filha deles.
O artesão considera o trabalho em família “muito importante, porque há sinceridade. Não tem nada de mentira, de tratar o cliente mal. Já tive cinco funcionários e não deu certo. A melhor coisa é trabalhar em família”.
É aquela velha história. Tem famílias e famílias, mas a de Chico realmente é muito unida. Ele sempre foi muito de ajudar os pais, irmãos, seus familiares, os conhecidos, até pessoas estranhas e procura sempre passar seus princípios para os filhos. “Chico sempre foi trabalhador, generoso, preocupado com a família. É bom marido, bom pai e se comove muito com as pessoas. Está sempre ajudando”, revela a esposa, com orgulho. Os filhos concordam com suas palavras.
Chico considera-se feliz com a profissão e a família. Insiste que, “para crescer, deve-se ter humildade e procurar ajudar as pessoas, porque eu fui ajudado também”. Acrescenta que se sente bem “quando ponho minhas roupas velhas para trabalhar”. Planos futuros? “Ser fabricante de jóias, necessitando, para isso, da aquisição de mais equipamentos”, conclui nosso empreendedor desta semana, que também gosta de passar mensagens positivas às pessoas. No cartão de sua loja, que costuma distribuir aos clientes, estão impressos os seguintes dizeres de John Lennon: “Não se drogue, por não suportar a própria dor. Nenhum lugar fará você se sentir um homem. Eu estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo”.



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