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Empreendedor 25/04/2005

Nedislau Alves Machado

Nedislau trocou a informalidade pelo comércio formal

Nedislau Alves Machado, 60 anos, foi agricultor em Bujuru, interior de São José do Norte. Depois da vida difícil na agricultura não conseguiu aposentar-se de maneira satisfatória, e a solução foi “partir para a luta”. Em 1982 mudou-se para Rio Grande e aqui foi trabalhar como vigilante particular. “Com aposentadoria baixa a gente sempre tem de fazer algo mais”, observa ele, que durante 11 anos exerceu aquela profissão. Mais tarde, tornou-se camelô na praça Tamandaré. Ele recorda que a vida não era fácil. Devido às batidas policiais, estava sempre correndo o risco de perder a mercadoria, sem falar nas dificuldades de trabalhar em dias de chuva.
“Fazia algum dinheiro e perdia tudo na estrada. Lá não era futuro”, recorda. Com essa certeza, Nedislau resolveu trocar o comércio informal pelo formal. Foi assim que surgiu a Petúnia Variedades, situada na rua 24 de Maio, 224-A, entre a Gomes Freire e 19 de Fevereiro. Ele começou “vendendo dois, três arranjos de flores. Fui tocando e melhorando”.
O surgimento aconteceu numa peça pequena, ao lado da atual. Mas rapidamente necessitou de um local maior e passou para o novo prédio, onde também teve de contratar uma funcionária.
A loja comercializa flores artificiais, vasos, e chama atenção de quem passa pela rua 24 de Maio devido aos belos arranjos que ele mesmo faz. A impressão é que existe um toque feminino, mas não. “É a necessidade. Eu tenho de fazer de tudo”, responde. Além disso, vende anjos, velas, fontes, produtos esotéricos e para presentes.
A freguesia é, em sua grande maioria, de mulheres. E ele gosta que seja assim, porque são elas que valorizam mais a beleza das mercadorias. “Dando para viver, está tudo bem”, costuma dizer o agricultor aposentado. Ele admite que o negócio está bom, mas salienta que “é muito batalhado. Vou até uma hora da madrugada e trabalho aos sábados e domingos”.
Nedislau considera fundamental “trabalhar bastante e pagar as contas”. Também salienta que para comprar mercadoria “depende de gosto”. Ele vê como maior dificuldade para o comércio “a falta de emprego. Se existisse, a situação seria melhor, o dinheiro giraria mais. O salário também está muito baixo”.
No caso de sua loja, os clientes estão se tornando fiéis, levando-o, inclusive, a criar crediário em até cinco vezes. Para quem deseja abrir um negócio, ele alerta que “depende muito da maneira de trabalhar. Em comércio a gente trabalha muito. No meu caso, ainda tenho de fazer os arranjos. Não é só colocar mercadoria na prateleira”. Também diz que é possível abrir um negócio com pouco dinheiro: “Eu não tinha quase nada”. Acrescenta, ainda, que o segredo “está no ponto”.



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