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Empreendedor 29/03/2005

CONFIANTE: o empresário diz acreditar no potencial comercial da cidade

Edison abriu mão de emprego estável para dedicar-se ao comércio

O rio-grandino Edison Barros, quando funcionário concursado da Companhia de Saneamento do Paraná, não sentia-se satisfeito, apesar do bom salário, uma vez que era formado em Eletrotécnica no Colégio Técnico Industrial (CTI) da Furg. Foi aí que, mesmo casado e com duas filhas (Clarissa e Mylena), tomou uma decisão: abriu mão do emprego estável para fazer algo em que ele realmente se realizasse profissionalmente.
Enquanto cursava o CTI, Edison foi funcionário do Bradesco durante dois anos. Transferiu-se para o Paraná em 86, quando apareceu a oportunidade do concurso. Ficou oito anos por lá, “me capitalizando e, ao mesmo tempo, buscando conhecimento na faculdade de Administração de Empresas. As funções que exercia no Paraná me deram oportunidade de conhecimentos, mas senti que não teria muita possibilidade de crescer dentro da empresa. A partir daí busquei alternativas de um negócio próprio, abrindo mão de um emprego estável para buscar realmente o que tivesse identidade comigo”.
Em 1994 Edison Barros tornou-se sócio de uma empresa de utilidades domésticas, em Pelotas. Para ele, “sociedade é que nem casamento. Depende muito do parceiro. Não se pode ser autoritário, deve-se aceitar a opinião do sócio e é fundamental o respeito, da mesma forma que na relação conjugal”.
Só que o comerciante chegou à conclusão que essa sociedade em Pelotas não lhe satisfazia. Afinal, utilidades domésticas não tinha nada a ver com sua formação em eletrotécnico. “Estava enterrando todo meu conhecimento de parte elétrica”, comenta.
Edison considera que Pelotas é um excelente mercado, mas bem mais disputado. “Dificilmente se vê um rio-grandino vendendo em Pelotas, mas com freqüência vemos pelotenses vendendo em Rio Grande, Bagé e outras cidades da região”, observa, acrescentando que “lá o comerciante precisa ter visão de região, enquanto o comércio de Rio Grande está preparado para atender os consumidores de Rio Grande”.
Em 1996 Edison decidiu retornar à sua terra natal. Ensaiou uma sociedade, porque “me faltava coragem para iniciar uma empresa sozinho. Considerava o risco incomparavelmente maior”. A sociedade foi desfeita rapidamente e hoje não tem mais essa opinião.
De qualquer forma, ele considera que todas as experiências foram válidas. A Comel surgiu em 96, na avenida Silva Paes. Ao recordar aquele momento, Edison cita uma frase da cantora Alcione, dita na Festa do Mar: “Muitas vezes é preciso ir ao inferno para saber que estava no céu”. A empresa cresceu rapidamente, o comerciante começou a se empolgar e avalia que aconteceu um crescimento descontrolado. “Estava disposto a oferecer tudo o que Rio Grande precisava em termos de material elétrico. Só que a despesa também aumentou. Nesse meio tempo fui presidente da CDL (no ano 2000), assumi outros compromissos e embolou o meio de campo”, recorda.
Aquele momento, para ele, foi um inferno astral. A situação melhorou em 2002, quando começou a dirigir a nova loja de material elétrico, na rua Duque de Caxias. Atribui, como segredo para uma recuperação rápida, o conhecimento: “Nesse meio tempo me especializei em Gestão Empresarial e por aí fui. Meu grande trunfo também foi dar suporte aos profissionais da área, como os eletricistas, criando um relacionamento muito forte com eles”. A Comel sempre proporcionou cursos, treinamentos, palestras técnicas e também promoveu confraternizações com a categoria.
Hoje, a empresa dirigida por Edison Barros tem oito funcionários, quatro mil itens, dando especial atenção à variedade de mercadorias, qualidade, preço e bom atendimento. A Comel também procura mostrar, em seus comerciais, sua crença no futuro de Rio Grande.
Edison tanto acredita no crescimento da cidade que incentivou sua esposa, Ana Cláudia, a abrir a “Estação do Lar”, na rua Zalony, uma moderna loja de bazar, cama, mesa e banho, buscando suprir uma lacuna que havia no comércio local. “Nossa terra está passando por um momento muito positivo. Agora, é necessário muito investimento, principalmente na qualificação humana”, conclui o empreendedor.



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