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Empreendedor 10/01/2005
Contra a arte capitalista

Uma das mais freqüentes desilusões da classe dos tatuadores baseia-se na verdadeira batalha travada entre a arte e o mercado. Afinal, a disseminação que a chamada “arte no corpo” ganhou nos últimos anos, em todo o mundo, é assustadora. Foi-se o tempo em que ter tatuagem era sinônimo de ser “marginal”, ou que uma pessoa tatuada tinha de ter ligação profissional com a Marinha. Quebrou-se o tabu, acabaram-se os estereótipos e já não há aquela aura de rebeldia de outros tempos. Hoje, as mais diversas tribos vêm demonstrando adoração pelo assunto, desde as comunidades mais alternativas até os “mauricinhos” e “patricinhas”, e de todas as classes sociais e faixas etárias – chegando, inclusive, à terceira idade. Em Rio Grande, quando se fala em tatuagem, o principal nome que surge é o de Edílson Xavier, o popular Goi, de 33 anos.
O verão chegou, e um dos principais assuntos nas rodas de conversas dos jovens é justamente a tatuagem. Ironicamente, explica Goi, essa é a estação menos favorável para fazê-las, uma vez que a exposição ao sol fica proibida por, no mínimo, uma semana. “Felizmente, porém, é o período mais rentável para o tatuador”, avalia ele, enquanto termina os detalhes de um tigre nas costas de um cliente.
Pescador desde a infância, Goi sempre demonstrou habilidades manuais – especialmente com ilustrações –, e o seu despertar pelas tatuagens veio naturalmente. “Em 1996, conheci um rapaz com um desenho muito legal nas costas”, lembra ele, que resolveu ir até Porto Alegre para conhecer o tatuador que havia feito o trabalho. Lá, conheceu Elias, e surgiu o convite para juntos trabalharem no estúdio Tattoo Center. Depois de oito meses acompanhando o trabalho de profissionais do ramo, Goi sentiu-se apto a adquirir o seu próprio equipamento. De volta a Rio Grande, passou a tatuar nas horas vagas. A procura por seus serviços foi crescendo e, convicto de que o negócio poderia deslanchar, ele voltou à Capital, onde trabalhou no Bola Tattoo.
Novamente em Rio Grande, ele começou a atender o público durante o verão, no Cassino. Em 1999, Goi aceitou o convite do empresário Law Tissot para se instalar na sobreloja da Fator X, uma casa de RPGs localizada na Galeria Conde, no Centro da cidade. Deixou a pescaria e passou a se dedicar exclusivamente à nova paixão.
Foi uma decisão acertada. Após concluir cursos de desenhos, que lhe proporcionaram o alvará de tatuador, Goi finalmente abriu seu estúdio próprio: o Arte na Pele Goi Tattoo. “A pessoa tem de fazer o que gosta”, ensina ele, que não esconde o prazer em estar tatuando, por etapas, um senhor de 72 anos de idade. “Gosto de fazer os desenhos maiores e mais coloridos. Em suma, os mais complicados”, analisa ele, que obviamente considera a tatuagem uma arte milenar, mas desconfia da legitimidade de outros “artistas”. “As pessoas devem conversar com o profissional sobre o material que será utilizado antes”, recomenda o tatuador. “Não basta a pessoa comprar um kit e dizer que é tatuador. Acredito que deva existir maior fiscalização por parte da Vigilância Sanitária”, diz ele, que ocasionalmente participa de convenções sobre o assunto, e faz uma média de 400 ilustrações por ano. O valor mínimo é de R$ 25.
É bom lembrar que é importante fazer a tatuagem ou o piercing em estúdios de confiança, com bons profissionais, e exigir sempre a boa higiene e a limpeza do local, assim como a esterilização de material e a não reutilização de produtos descartáveis, como agulhas. Os menores de idade precisam de autorização dos pais para fazer tatuagem definitiva e para colocar um piercing.



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