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Empreendedor 16/09/2002

Casa do Gaúcho comercializa produtos tradicionais do Estado

Valorização às raízes da terra onde nasceu

Principal ponto de encontro
de nove entre dez tradicionalistas da região, a Casa do Gaúcho permanece como a loja mais bem-sucedida em sua área no município. Os negócios foram assumidos pelo empresário Vitor Cezário da Silva, 52 anos, em 1992, que demonstrou capacidade empreendedora para manter as atividades.Utilizando diversas expressões características do povo gaúcho, Silva lembra a sua trajetória como comerciante. Criado livremente nas estâncias de Santa Vitória do Palmar, Vitor transferiu-se para Rio Grande há 25 anos para estudar e servir o Exército. “Na época, me encantei com o chinaredo dessa terra. Aconselhei a família a mudar-se toda para cá”, recorda. Após terminar curso no CTI, Silva passou a atuar como técnico em indústrias – entre elas, figuraram a Pescal e a Adubos Trevo.
A história de seu envolvimento com a Casa do Gaúcho é bastante curiosa. “Sonhei com uma casa especializada em artigos para o gaúcho e, pouco depois, era inaugurada pelo empresário rio-grandino Sérgio Farias uma loja com essas mesmas características”, lembra, referindo-se à Casa. A indústria em que trabalhava na época passava por uma fase difícil e Silva resolveu abrir um estabelecimento de apicultura no bairro onde reside até hoje, a Cohab II. Junto ao novo empreendimento, o empresário decidiu reservar um espaço que abrigasse um departamento de pilchas. O sucesso da empreitada atraiu a atenção do então proprietário da Casa do Gaúcho, que ofereceu a Silva a gerência dos negócios. Ele aceitou o desafio sem pestanejar. “Foi estranho e surpreendente: o que numa certa época eu cobicei, caiu em minhas mãos poucos anos depois”, comenta.
Defensor fervoroso dos costumes gaúchos, Silva fazia questão de ir trabalhar diariamente pilchado e a cavalo. “Viajo constantemente e realizo pesquisas sobre nossas origens, sempre buscando o porquê de todos os nossos costumes. É preciso saber o motivo de se comer um bom churrasco ou um arroz de carreteiro, de desfilar pilchado ou dançar o chamamé. Temos de ser gaúchos autênticos”, explica. Dentro dessa proposta, Silva – integrante do Movimento Tradicionalista Gaúcho por dez anos – criou a Livraria Crioula, junto à própria Casa, “porque queria cultura para o gaúcho”.
Essa preocupação com as raízes do povo do Rio Grande do Sul já resultou em diversos convites para participação em programas de rádio voltados ao assunto. Entre eles estiveram ‘“Tchê Liga”, com Surama Santos, na Rádio Nativa, e “‘Charlando com a Gurizada”, na Rádio Riograndina. Mas o empresário considera o movimento fraco em Rio Grande. “Por ser uma cidade portuária, Rio Grande desaculturou um pouco. Além disso, o município não tem vocação pecuária; nas cidades com essa característica, como Bagé e Alegrete, o tradicionalismo é bem mais forte”, analisa.
Ao longo de sua administração, Silva foi agraciado com dois Prêmios Master, em 1999 e 2002. A premiação é organizada pelo Instituto de Pesquisas de Cascavel/PR, que realiza audiências com a população questionando quais as casas mais lembradas por ela, dentro de cada ramo. Entre os clientes mais ilustres da Casa do Gaúcho – além dos mais conhecidos artistas do Sul, como Mano Lima, Nico Fagundes e César Passarinho –, está a Rede Globo. Na época das gravações da novela “O Rei do Gado”, a emissora encomendou 66 pares de alpargatas à Casa. “Quando atendi ao telefonema do pedido, realmente pensei que fosse trote. Mas guardo a nota fiscal até hoje, como recordação”, observa.
“Se há algum louro para nós, é a capacidade de nos mantermos no mercado”, diz o empresário com humildade. Mas, traçando-se um paralelo entre a Casa do Gaúcho e as demais lojas de artigos tradicionalistas no Estado, pode-se perceber o sucesso da empresa. Cada município possui, em média, três ou quatro casas do ramo – em Rio Grande todas as outras lojas fecharam suas portas, e a Casa permanece pioneira.



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