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Empreendedor 08/03/2004

SONHO REALIZADO: Maria de Fátima atua no ramo de eletrificação

Ultrapassando as barreiras do preconceito

No Dia Internacional da Mulher, esta coluna homenageia uma reendedora que ultrapassou as barreiras impostas pela sociedade e venceu num ramo que, ainda hoje, é dominado pelos homens. Quando criança, Maria de Fátima Bittencourt costumava ver seu pai sair para o trabalho com o uniforme da CEEE e achava aquilo o máximo. Na adolescência, quando pensava em uma profissão, a única coisa que lhe vinha na cabeça era trabalhar com eletricidade. Ela não deu bola para os preconceitos e acabou criando a Kilowatts, uma das maiores empresas de eletrificação da região.
Em 1978, Fátima resolveu perseguir seu sonho e foi cursar Eletrotécnica no CTI. Em seguida, passou a trabalhar em uma empresa privada. “Como segurança, eu também cursava Matemática na Furg. Mas a vontade de ser eletricista falou mais alto”, destaca. Mesmo assim, em seu primeiro emprego, o chefe da seção não queria uma mulher para o trabalho. “Mas para a empresa, o que importava era a capacidade. Ganhei a chance de mostrar que era capaz”, conta.
Fátima montou sua empresa, juntamente com o marido, somente em 1993, apenas para criar projetos. A primeira obra veio um ano depois. “Foi a entrada de energia da Estação Naval. Depois, continuamos a trabalhar somente em obras pequenas até 1996, quando fizemos toda a parte elétrica da chamada ZPE”, lembra. No mesmo ano, a Kilowatts passou a disputar as licitações da CEEE e passou a trabalhar com eletrificação rural. “Investimos no pronto-atendimento, com caminhonetes para maior agilidade. Também trabalhamos com os programas Pró-Luz e Luz no Campo”, lembra.
Como não poderia deixar de ser, Fátima iniciou sua empresa trabalhando junto às equipes. “Preparava e instalava postes fazendo o mesmo serviço dos homens e nunca tive problemas com colegas ou em casa. Entretanto, já tive dificuldade em contratar mulheres para fazer parte das equipes. Alguns empregados relataram que tinham problemas em casa por trabalharem junto com mulheres. Mas não dei bola, continuei contratando mulheres. O problema é que não existem muitas nesse ramo”, argumenta.
Hoje, juntando a Kilowatts com a Kilovolts, que ela está planejando para seu filho, Fátima emprega 25 pessoas, nos municípios de São José do Norte e Rio Grande. Ela abrange ainda as cidades de Pelotas, Pedro Osório e Morro Redondo, entre outras. Mesmo assim, avalia como crítica a situação do mercado. “Não é o momento de arriscar. Mesmo tendo voltado as privatizações da CEEE, existe muita concorrência e a oferta de serviço é pequena. Tanto que essa nova empresa que estamos montando trabalha apenas com projetos pequenos e obras residenciais. É um nicho de mercado que estamos ampliando”, conclui.



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