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Rio Grande - 270 anos 21/02/2007

Foto antiga mostra a área do Mercado Público Municipal


Silva Paes

A chegada dos portugueses e a fundação de Rio Grande

No ano de 1531, uma frota comandada por Martin Afonso de Souza, partiu com o objetivo de expulsar os corsários franceses da costa brasileira, indo até o sul do estuário do Rio da Prata para fundar um ou mais núcleos de povoamento. A navegação foi feita próxima da costa, permitindo observações que resultariam na descoberta de vários acidentes geográficos.
A barra por onde as águas da Lagoa dos Patos são despejadas no Oceano Atlântico foi avistada no dia em que o calendário eclesiástico recorda a Cátedra de Pedro. A data inspirou o topônimo equivocado: Rio de São Pedro. Posteriormente, para diferenciar de outro rio, que levava o mesmo nome, passou a ser chamado de Rio Grande de São Pedro, devido a sua grande dimensão.
Em 1680, Portugal funda a Colônia do Sacramento, na margem esquerda do estuário do Prata, defronte a Buenos Aires. Próximo à do Rio Grande de São Pedro, único acesso oferecido à navegação na costa contínua deveria estabelecer-se o núcleo pioneiro, de onde Portugal faria irradiar o povoamento, consolidando a posse da terra.
Favorecendo a infiltração de seus súditos, através de Laguna (Santa Catarina) implantada em 1684, Portugal assentara a base de ocupação do Continente de São Pedro, através de estabelecimentos de criação de gado a ocupar grandes extensões de terra. Essa ocupação fez sentir a necessidade de assistência religiosa e, antes de qualquer ação oficial, que estendesse a soberania lusitana ao continente cobiçado, uma Provisão de 6 de agosto de 1736 criava a Freguesia de São Pedro, a abranger todo o seu território.

Fundação

A cidade mais antiga do Rio Grande do Sul foi fundada em 19 de fevereiro de 1737, pelo Brigadeiro José da Silva Paes, que comandava uma expedição militar portuguesa, destinada a assegurar aos lusitanos, a posse de terras no Sul, objeto de disputa entre Portugal e Espanha, materializada em batalhas, onde se defrontavam luso-brasileiros e castelhanos em terras hoje gaúchas e uruguaias.
Ponto estratégico para a consecução dos objetivos de denominação lusa, a Barra do Rio Grande de São Pedro, constituía-se no acesso ideal para que aqui se instalasse um reduto militar que, efetivamente, garantisse a presença portuguesa no Sul, mesmo após a queda da Colônia do Sacramento.
Em 1737, o Brigadeiro José da Silva Paes transpôs a Barra do Rio Grande de São Pedro, aqui fundando o presídio do Rio Grande, e erguendo o Forte Jesus, Maria e José. Nascia assim a primeira povoação do Rio Grande do Sul. Em 1751, o po-voado foi elevado à condição de vila.
Com o crescimento da vila, em 1760 o Rio Grande, que até então estava sujeito a Capitania de Santa Catarina, passou a ser a Capital da nova Organização Administrativa, a Capitania do Rio Grande de São Pedro.
Mas os conflitos entre Portugal e Espanha, por disputa de terras no extremo sul, ainda eram constantes. Assim, a vila foi ocupada pelos Espanhóis em 1763, que aqui permaneceram por 13 anos, quando em abril de 1776, o Governo Português reconquistou a Vila, graças a ação do Sargento-Mor Rafael Pinto Bandeira.

(FONTE: www.mikrus.com.br/~classe35/histcidade.htm)

Quando a vila se torna cidade

No dia 27 de junho de 1835 a vila do Rio Grande de São Pedro passou a ser considerada cidade, categoria à qual já pertencia Porto Alegre, na condição de capital da Província. Rio Grande poderia ter ostentado esta condição de pioneirismo, como a primeira vila elevada à cidade, mas o empenho dos representantes do povo na Assembléia Legislativa Provincial fez com que, na mesma data, a Vila de São Francisco de Paula (Pelotas) merecesse a mesma promoção, numa evidência do progresso que tinha na época a Zona Sul. Nesta data, lembramos o nome de Francisco Xavier Ferreira, o líder do movimento que propugnou pela elevação. Vindo do Rio de Janeiro, Xavier Ferreira radicou-se aqui, estabelecendo-se com uma farmácia, ganhando o apelido carinhoso de “Chico da Botica”, e fundou o jornal O Noticiador. Eleito deputado para a Assembléia Provincial, conseguiu, após árduo trabalho, ver aprovada a lei pela qual as duas vilas mais importantes do Estado, na época, se tornaram cidades.

Silva Paes

O fundador de Rio Grande nasceu em Lisboa, Portugal, em 25 de outubro de 1679, no bairro N. Sra. das Necessidades (o mesmo onde nasceu o Marques de Pombal). Filho de Dom Roque Gomes Paes e Clara Maria da Silva, estudou em colégio jesuíta da capital portuguesa, formando-se em Engenharia Militar no ano de 1701. Depois disso, ingressou na força militar como 1º Tenente-Engenheiro. No ano seguinte, foi nomeado projetista das fortificações de Olivença e outras obras nas fortificações do Além Tejo. Em 8 de maio de 1704, casou-se com a lisboeta Máxima Tereza de Brito, com quem teve seis filhos.
Silva Paes veio para o Brasil, desembarcando no Rio de Janeiro, em 2 de março de 1735. Nomeado para substituto eventual de Gomes Freire de Andrada, no governo do Rio, além de reformar e dar maior poder ofensivo aos fortes do país.
Em 1749, após exonerar-se do cargo de governador de Santa Catarina, Silva Paes resolve retornar à Portugal. Vindo a morrer, aos 81 anos de idade, em 1760, na freguesia de N. Sra. dos Anjos, arredores de Lisboa. Ele foi sepultado no Convento Nossa Senhora do Carmo. (FONTE: Vultos do Rio Grande, NEVES, Décio Vignoli).



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