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90 anos do Porto de Rio Grande 14/11/2005
Com a palavra...

Porto do Rio Grande: Um Novo Horizonte

No ano em que comemora o 90° aniversário, o Porto do Rio Grande e, conseqüentemente, a comunidade marítima gaúcha tem muitos motivos para comemorar, contudo, a celebração poderia ser ainda mais intensa.
Hoje, o porto do Rio Grande apresenta uma forte vocação exportadora, pois através dele é escoada a quase totalidade da produção do nosso Estado, com forte destaque aos produtos agrícolas e manufaturados.
A perfeita sintonia existente entre operadores portuários, trabalhadores e as diversas autoridades que nele atuam, faz com que o Porto conquiste cada vez mais destaque nacional e internacional, em razão da excelência de suas operações portuárias. Tanto assim, que em 2004, o Porto do Rio Grande foi apontado como o mais eficiente do país.
Contudo, o mercado mundial exige que o Porto passe por constantes atualizações e adequações ao que a iniciativa privada tem respondido de imediato com constantes investimentos na modernização e/ou ampliação de terminais marítimos e retro-portuários, bem como na aquisição de equipamentos de última geração para a movimentação de cargas.
O cais público do Porto Novo foi ampliado em 450 metros e projetado para comportar a atracação de dois navios panamax size e o aprofundamento do calado para até 40 pés.
Reflexo imediato dessa revitalização foi a chegada de um moderno guindaste móvel, com capacidade para 100 toneladas. Contudo, em face da expectativa de instalação de dois estaleiros na cidade, essa extremidade ampliada do cais foi cedida ao consórcio contratado pela Petrobrás para a montagem da plataforma marítima P-53. Tal cessão restringe as operações e torna imperativo que a construção de mais 450 metros de cais sejam iniciadas de pronto.
O Porto Novo também carece do aprofundamento do seu calado para 40 pés, conforme previsto no projeto de revitalização.
O Porto de Rio Grande requer constantes dragagens de manutenção, que deveriam ser rotineiras, e que somente são realizadas quando são impostas restrições à navegação, nefastas aos interesses dos usuários do Porto, que acabam acumulando vultosos prejuízos.
Uma antiga reivindicação do setor é o aprofundamento do calado operacional no Superporto, passando dos atuais 40 para mínimos 45 pés, o que permitirá que os navios que atualmente aportam ao nosso complexo portuário, em especial os graneleiros, possam operar em sua plena capacidade. O aprofundamento deverá prever a navegação 24 horas, outro velho anseio, já que atualmente existe restrição para navegação noturna de navios. O Porto carece de um Planejamento Estratégico. O início de 2004 trouxe um vento de esperança nesse sentido, quando o governo do Estado instituiu um Grupo de Trabalho para avaliação do assunto. Várias situações foram elencadas, tais como: a extinção do quadro de servidores; a suspensão do repasse das receitas geradas no porto para o Caixa Único do Estado; o aumento do calado operacional e porto 24 horas; etc. O relatório do Grupo de Trabalho foi entregue em mãos do Governador do Estado em dezembro de 2004 e as últimas notícias dão conta de que neste ano nada será feito em relação ao que ali foi apresentado...
Ora, na atual conjuntura não existe mais espaço para omissões ou protelações políticas. A Autoridade Portuária tem que ser dinâmica e, para tanto, necessita de autonomia administrativa e operacional. O sistema de gestão portuário em vigor no Estado, centralizado na Capital e, distante do Porto do Rio Grande, não permite essa dinâmica e, assim, engessa a máquina. A presente condição não é boa para o Porto e tampouco para o Município, Estado e União, razão pela qual já existe forte movimento em prol da Municipalização do Porto do Rio Grande, o qual endossamos.
Uma vez municipalizado, o Porto seguramente contará com o envolvimento comprometido de todos os segmentos da comunidade portuária: trabalhadores, empresários e poder público municipal. A municipalização é possível e viável, gerando ganhos não só para o Município, como para o Estado e para a União, e um exemplo claro disso, é o vizinho porto de Itajaí.
Ai sim, diante desse novo horizonte, a comemoração será plena.

Eduardo Adamczyk
Presidente do Centro de Navegação Rio-Grandense (Centronave), Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Rio Grande do Sul (Sindanave- RS) e Sindicato dos Operadores Portuários do Rio Grande do Sul ( Sindop/ RS)




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