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Editorial 18/07/2007
Realidade

O relatório anual do Banco Mundial (Bird) sobre governabilidade, com base em dados de 212 países, apontou uma piora no Brasil sobre aspectos como combate à corrupção, eficácia do governo e a qualidade regulatória. A realidade brasileira, só não é pior da que foi divulgada em 2006 pelo Levantamento Indicadores Globais de Governabilidade, porque houve uma pequena melhora em dois aspectos. O primeiro é o “voz e transparência”, que se refere à capacidade dos cidadãos em escolher seus representantes, bem como liberdade de expressão e de imprensa. A segunda melhora foi aconteceu na estabilidade política.
Esses dois únicos aspectos positivados nos últimos anos, se analisados separadamente representam um grande avanço. Entretanto, enxergando o país e suas instituições como um todo, é possível duvidar até mesmo dessas melhoras.
Simplesmente porque de nada vale a estabilidade política e o ambiente democrático, em que o cidadão é livre para manifestar seu pensamento, se ele não é capaz de enxergar os fatos de maneira crítica. Assim, nem o voto direto ou a liberdade de imprensa são aproveitados de modo a contribuir para o desenvolvimento do país.
De nada adianta jornais, rádios e televisões exporem todos os dias o que realmente acontece nos governos, se o cidadão não consegue entender nem mesmo que isso tudo tem relação direta com sua vida. O dinheiro envolvido em escândalos políticos, favorecimento a empresas e tráfico de influência é o mesmo que falta para melhorias na saúde, educação, construção de estradas, geração de emprego e renda, etc. Explicar isso é fácil. Fazer com que o público entenda é muito difícil.
Por outro lado, o momento do voto é o decisivo para o futuro próximo. Pode ser comparado à cobrança de um pênalti no futebol. Votando mal, um título pode ser perdido. Chutando o voto para fora, compromete o desenvolvimento do país por, no mínimo, quatro anos.
Portanto não adianta muito essa história de liberdade para falar, se do outro lado não existe a liberdade para ouvir. Estabilidade política, na atual conjuntura, chega a ser até maléfica. O que o Brasil precisa mesmo é de uma desestabilidade no sistema. Uma sacudida geral para que as maçãs podres caiam dos galhos e não comprometam ainda mais o pouco que já foi conquistado.



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