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Editorial 17/04/2006
Denúncia

A jornalista Eliane Catanhêde em sua coluna na Folha de São Paulo conseguiu encontrar a objetividade ao abordar novamente o assunto “mensalão”, que tem dividido políticos e politiqueiros de plantão em todo o país. Uns apontam para a corrupção envolvendo os representantes do Partido dos Trabalhadores, outros afirmam que tudo não passa de um golpe da elite reacionária contra o poder das minorias sociais.
Para os que ainda acreditam que as denúncias de corrupção contra o governo Lula não passam de estratégia da oposição para derrubar o governo, a jornalista inicia seu comentário semanal destacando que o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza é um profissional “sóbrio” e “discreto”. Ele não é do PSDB, nem do PFL, nem do PPS, nem do PDT, nem do PT. Também não é da elite. “Muito menos da tal elite golpista, nem é dono de jornal, nem jornalista. E o seu relatório sobre o mensalão, que não é chamado de mensalão, é arrasador”, argumenta ela.
O que a jornalista pretende dizer, é que o relatório de Antônio Fernando de Souza não tem pretensão política e foi feito sem pressão de nenhuma linha partidária. Ao invés de “mensalão”, ele se refere a uma organização criminosa que pretendia perpetuar o PT no poder, através da compra de apoio político e parlamentar, e com o financiamento irregular de campanhas. Tudo sob o comando do então chefe da Casa Civil da Presidência, José Dirceu.
De acordo com o relatório, essa organização criminosa era dividida em três núcleos: o político-partidário, o publicitário e o financeiro. O documento incrimina a cúpula do PT no início do governo, principalmente José Genoino, Delúbioi Soares, Luiz Gushiken e Sílvio Pereira. Ao todo são 40 envolvidos no esquema de corrupção.
A denúncia foi feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 30 de março, antes do relatório da CPI para não haver influência do debate político. A forma de agir do procurador Antônio Ferando de Souza, indicado ao cargo pelo próprio Lula, foi íntegra e profissional, não deixando margens para a desconfiança política. Foi tudo feito de acordo com os procedimentos legais.
Agora, a seriedade do país diante da comunidade mundial, bem como a auto-estima dos brasileiros, mais uma vez, está nas mãos da Justiça. E essa tem por característica mais marcante a demora nas decisões. Fato que costuma colaborar com a impunidade. De qualquer forma, o Brasil ainda vai demorar muito para ver seus maiores criminosos atrás das grades.



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