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Editorial 23/01/2006
Os fins não importam para a sociedade

O público brasileiro tem acompanhado a minissérie JK, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, pela Rede Globo, que conta a trajetória de vida de um dos presidentes mais populares que o Brasil já teve. Jucelino Kubitschek foi acima de tudo um visionário, um sonhador, que conseguiu fazer com que toda uma nação sonhasse junto com ele. Isso numa época em que o país enfrentava profunda crise política, social e econômica. Ele colocou seu sonho em prática, mas não resolveu os problemas do país e ainda colocou encargos econômicos que pagamos até hoje. Mesmo assim é impossível não admirar tal figura. Principalmente por ter sido honesto com o Brasil e com sigo mesmo. Então hoje reverenciamos sua passagem pela vida, mostrando que a sociedade não dá muito valor para os fins e sim para os meios.
A opção econômica do governo JK, apesar de ser comumente denominada de nacional desenvolvimentismo, foi mais desenvolvimentista do que nacionalista e se sustentou em uma base composta pelo Estado, por empresas nacionais, pelo capital internacional e por empresas multinacionais.
Seu êxito na implantação do programa de crescimento de “cinqüenta anos em cinco” foi impressionante, principalmente no que diz respeito aos investimentos na industrialização e à construção de inúmeras estradas de rodagem, agregadas ao projeto denominado de “Correio Rodoviário.”
O Brasil de Jucelino cresceu a uma taxa média anual de 8,1%. Entre os anos de 1955 e 1960, as montadoras de veículos aumentaram em progressão geométrica sua produção, chegando ao número de 321 mil unidades. Os números revelam um dinamismo econômico inédito no país. Naquele período, segundo dados apresentados pelo historiador Boris Fausto, a produção industrial cresceu  em 80%, sendo que a indústria de aço alcançou 100% de crescimento, a de eletricidade e comunicação 380% e a de material de transporte, 600%.
Mas tudo isso teve um preço muito alto, que nós brasileiros pagamos até hoje. Um dos principais problemas que a política desenvolvimentista criou foi o crescimento da inflação. Juscelino herdou uma taxa inflacionária de 12,5% e terminou seu mandato com uma espiral inflacionária crescente de 30,5%. O salário também sofreu forte desgaste, uma vez que os aumentos não foram suficientes para contornar as perdas provocadas pela inflação.
A política desenvolvimentista de Jucelino não chegou à área rural, continuando no Brasil a predominância da propriedade latifundiária e a miséria do homem do campo.
Para alavancar o desenvolvimento Jucelino precisou construir uma infra-estrutura capaz de manter a indústria funcionando, com estradas, hidrelétricas e outros benefícios que só foram possível pegando empréstimos com bancos e governos estrangeiros, elevando a dívida externa a patamares muitíssimo elevados.
Então, quando assistirmos novamente a minissérie da Rede Globo é importante lembrar que o protagonista foi uma figura cativante, sonhadora, que tentou fazer alguma coisa pelo país, mas não conseguiu. Assim, é bem provável que daqui a 40 anos o público brasileiros poderá estar assistindo a um programa contando a história do homem que saiu da miséria e chegou à presidência da república com um discurso totalmente inovador. Até lá, enfrentamos a realidade.



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