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Editorial 17/01/2006
O Haiti é aqui

A liderança das tropas da Missão de Paz da ONU no Haiti é a maior operação militar brasileira desde a tomada de Monte Castelo, na Itália, durante II Grande Guerra. Hoje, o Brasil comanda milhares de soldados de vários países pelas ruas de um país devastado por anos de guerra civil. O intuito da operação é nobre: restabelecer a ordem política, econômica e social aos haitianos, e ainda presenteá-los com uma democracia. Entretanto, com os atrasos no repasse de verbas para sustentar a ocupação, o resultado é negativo e não existem perspectivas de melhora.
Qualquer semelhança com a nossa realidade não é mera coincidência. Se pensarmos bem, chegaremos a conclusão de que a decisão da ONU em permanecer com o Brasil na liderança da operação depois do suposto suicídio do general Urano Bacellar é um erro primário. Talvez fosse a hora das Nações Unidas jogar essa batata-quente nas mãos de outro país, como a Argentina, por exemplo.
A incompetência do Brasil em restabelecer a ordem nacional aos haitianos não é nenhuma surpresa, pelo menos para nós brasileiros. É só lembrar que nosso país também enfrenta problemas sociais, políticos e econômicos, que dependem apenas de uma administração competente para resolve-los. Depois de colocar todas as expectativas no governo Lula para resolver de vez essas questões, o país amargura a decepção, e agora a compartilha com os haitianos.
Se o governo Lula não consegue resolver questões simples dentro do território nacional, como pode a ONU acreditar que será diferente no Haiti? Seguindo o mesmo ponto de vista, surge outra indagação: para que mandar nossos soldados fornecer segurança em outro país, se eles não conseguem faze-lo dentro do território brasileiro? Isso significa desperdício de tempo, dinheiro e contingente militar.
Esses soldados que estão arriscando suas vidas por um pais que não é o seu e por uma causa que não é sua poderiam ser destacados para combater o tráfico de drogas nas nossas fronteiras; reforçar a segurança da Amazônia; ou mesmo restabelecer a segurança das favelas no Rio e São Paulo. Ao invés disso, o governo insiste em mantê-los fora de casa apenas por uma posição política favorável perante a ONU, contra tudo aquilo que o presidente Lula sempre lutou e pregou.
E por falar no governo Lula, esse corre o risco de acabar o mandato deixando o Brasil do mesmo jeito que pegou: com descrédito nas instituições, com uma das piores distribuições de renda, com fome, miséria e corrupção. Da mesma forma deixará o Haiti: sem instituições, sem líderes, sem rumo e com uma guerra civil.



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