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Editorial 07/11/2005
A imagem do mundo e as realidades de cada um

É com grande surpresa que o terceiro-mundo tem acompanhado os episódios de violência que estão ocorrendo em Paris. Quem poderia imaginar que a França, berço da cultura clássica mundial, país de primeiro mundo, rico, altamente civilizado, daria um espetáculo tragicômico como esse para tantos estados “inferiores”? Trágico, porque mostra a face oculta de uma nação com tamanha importância histórica, que agoniza problemas até hoje inexistentes para o resto do mundo; e cômico, devido ao paradoxo existente, típico de países como o Brasil, que possui riqueza suficiente para resolver todos seus problemas sociais, mas gasta tempo e dinheiro tentando manter uma imagem política positiva dentro e fora de suas fronteiras.
Tragédias como essa estão servindo para alertar os chefes-de-estado, de que todos os países possuem seus pontos fracos. O maior atentado terrorista da história, que derrubou as torres do World Trade Center, mostrou que os EUA não são tão intocáveis quanto o cinema costuma sugerir. A onda de violência urbana na França agora nos revela uma outra realidade quanto aquele estado que é símbolo de riqueza. Esses dois países sustentam programas nucleares de milhares de dólares, armam-se até os dentes, envolvem-se em questões culturais, políticas e sociais em diversas nações do mundo, mas são incapazes de olhar para as próprias necessidades.
Assim acontece com a maioria dos países que se dizem desenvolvidos: muita riqueza abafando as necessidades sociais. Existe favela na França? É claro que não. Pelo menos não como as que conhecemos. A principal diferença entre o Brasil, por exemplo, e essa França que hoje mostra ao mundo problemas sociais como desemprego e racismo, é que aqui a pobreza ainda tem alguma dignidade, porque utilizamos a miséria como parâmetro. Já na Europa, a base da pirâmide social não conhece a miséria e assemelha-se com a nossa classe média.
Outra diferença do “miserável” brasileiro para o francês é que lá eles resolveram exigir do governo uma solução categórica. Na França, um índice nacional de desemprego com pouco mais de 10%, legitimou uma onda de violência. Aqui no Brasil, miséria, injustiça, altas tachas de desemprego, má distribuição de renda e escândalos no governo ainda não conseguiram acordar a população para o direito de exigir mudanças de uma forma mais enérgica.



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