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Artigo 17/07/2007
Possibilidades e Limites dos Textos Digitais

José Antonio Klaes Roig*

A internet e a informática promoveram democratização e socialização do conhecimento, através de bancos de dados eletrônicos, em acervos digitais disponibilizados no ciberespaço.
A Hipermídia, ou seja, a associação do texto às imagens, pra geração cada vez mais conectada aos videogames, é uma das formas de passar conteúdo e competências pelo professor conectado à tecnologia. O ensino tradicional não encontra mais eco no aluno que, não raras vezes, está mais adiantado em relação aos meios tecnológicos do que o educador. A aprendizagem pressupõe via de mão dupla. Cabe ao professor repassar o conhecimento acadêmico e ao aluno interagir com os multimeios, lucrando com essa parceria a educação. Somos máquinas biológicas, e como tais, os adultos têm o HD cheio e sem desfragmentador de disco pra facilitar a vida, enquanto o jovem com HD zerado e processador de informações veloz, sem as mesmas responsabilidades do adulto.
O hipertexto deve encontrar eco no dinamismo do professor diante da turma que já conhece esse recurso, mas de forma lúdica e não pedagógica. Eis o maior desafio: transpor o portal e tornar algo descompromissado em compromisso educacional.
Vivencia-se em diversas atividades grave problema de autoria, quando usam fragmentos de textos, sem explicitar a fonte de pesquisa. Atualmente ficou mais fácil a reprodução não-autorizada e a cópia generalizada, sem sequer a leitura do texto. Em contrapartida, a própria tecnologia dá o antídoto, que são os sites de busca, onde coloca-se parágrafo inteiro entre aspas, e encontra-se o “clone” oficial, caso haja dúvidas quanto ao autor.
Incentivar o uso da leitura, que não a mecânica, no formato tradicional ou eletrônico do livro, é o desafio do século XXI. Para grande parte dos alunos, ler é obrigação, por não haver estímulo na idade que antecede ao ingresso nos bancos escolares. Filhos de pais que não gostam de ler, não tornam-se leitores, salvo exceções. O educador deve propor o hábito da leitura não por si só, mas contextualizado a projeto que dê suporte à atividade. Por exemplo: o de História, antes do conteúdo ministrado, pode pedir aos alunos a busca, na biblioteca tradicional ou na digital, de fragmento de texto que trate do mesmo tema, para fazer a discussão. O de português, trazer livro editado antes da reforma ortográfica, pra mostrar como a língua nacional sofre processo de transformação, agregando expressões estrangeiras, que são aportuguesadas com o tempo. As possibilidades e os limites dos textos digitais na sala de aula devem surgir a partir do próprio uso que o professor poderá dar aos mesmos, enfatizando o pedagógico acima do lúdico, como suporte ao conteúdo programático e curricular da disciplina.
No contexto escolar, o texto assume múltiplas possibilidades. Alunos que se alfabetizam diretamente no computador, em casa, ainda que de forma precária, vivem na cultura dos “ícones”, seja na informática, visíveis na área de trabalho do PC, ou em passarelas, campos de futebol, telenovelas etc., que influenciam comportamentos dentro e fora da escola. No processo de incorporação dos multimeios no ambiente escolar, a máquina poderá qualificar o processo de ensino-aprendizagem. Se o professor não adentrar ao universo digital, estará falando outro idioma. O ideal é a intersecção entre o universo formal com o digital, estabelecendo conexões. O hipertexto pode ser incorporado ao contexto programático. A maior dificuldade na leitura apoiada por suportes virtuais talvez seja a mudança de paradigmas. Considera-se vantagens a incorporação de efeitos visuais, sonoros, etc., da mesma forma que o uso excessivo destes pode tirar a atenção do próprio texto. O acessório deve ser encarado como tal, e o principal, a locomotiva da atividade. Nesse caso, a ordem dos fatores poderá alterar o produto.



“No contexto escolar, o texto assume múltiplas possibilidades.”



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