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Artigo 06/07/2007
Ex-alunos e o futuro das universidades

O papel dos ex-alunos é relevante em toda atividade de desenvolvimento, estabelecimento de parcerias e, especialmente, na captação de recursos para campanhas de capital ou manutenção das instituições de ensino superior. Essa prática é mais presente e tradicional na cultura norte-americana, mas, recentemente, observa-se, de modo gradual, na América Central, América do Sul, Europa e Ásia, com resultados positivos.
Muitas vezes, pode-se pensar que a diferença cultural histórica entre o Brasil e os Estados Unidos pode inviabilizar técnicas e experiências bem-sucedidas nesse país quanto à sustentabilidade das faculdades e escolas em geral. No entanto, há soluções práticas eficazes. Aqui, temos de solicitar e estimular as doações e o envolvimento dos antigos alunos. À medida que tentamos métodos e técnicas para desenvolver e fortalecer esse relacionamento, adquirimos conhecimento específico e aprimoramento em captar recursos e fortalecer os estabelecimentos de ensino superior.
A primeira associação de antigos alunos foi criada na América do Norte, nos primórdios de 1800. Inicialmente, estava mais preocupada com interesses intelectuais e perpetuação de memórias. Oficialmente, os primeiros fundos formados por antigos alunos também apareceram no início desse período, com freqüência promovendo o conceito de estabelecer em vida um capital específico para gerar uma renda destinada a ajudar os programas de uma faculdade ou universidade.
O primeiro programa organizado de captação de recursos nas instituições de ensino superior teve origem na contribuição anual de ex-alunos. O seu interesse e lealdade à sua escola ficaram evidentes nos distantes anos de 1643, quando ex-alunos de Harvard começaram a atender às solicitações e a renovar suas antigas relações com colegas.
Os ex-alunos são a primeira e principal vanguarda para o suporte do desenvolvimento da faculdade ou universidade. Em 1913, houve um encontro de 23 diferentes escolas públicas e privadas, representando grande área geográfica dos Estados Unidos. Foi uma resposta a convite da Universidade do Estado de Ohio para se encontrarem e trocarem experiências em atividades com os ex-alunos.
No Brasil, o contato com ex-alunos é praticamente inexistente nas instituições de ensino superior. As Universidades não fazem idéia de onde se encontram seus antigos alunos. Muitos deles podem estar ocupando posições altas na sociedade por conta da formação que receberam. É a partir daí que tudo se inicia. Um dos principais fatores de sucesso em um programa de captação de recursos é o acompanhamento de ex-alunos.
Saber onde estão e estabelecer contato periódico com eles, seja por cartas, eventos, e-mails ou mala direta é essencial. Os ex-alunos de universidades públicas - os que pagaram, os que não pagaram para obter sua formação e também os bolsistas - devem reconhecer que a instituição foi vital para sua vida e sua carreira. Qual ex-aluno recusaria contribuir para sua faculdade caso fosse adequadamente abordado? Universidades do Canadá contatam anualmente seus ex-alunos onde quer que estejam, até em outro continente. Todo ano eles recebem uma carta e também são convidados a fazer suas contribuições. E fazem, podem acreditar.
No Brasil não há essa cultura de pedir aos ex-alunos e nem de saber onde estão. Para um profissional, saber que a universidade onde concluiu a graduação está bem e prosperando é vital. Ninguém gostaria de ter a instituição de ensino superior, onde se formou, fechada. Isso certamente ocasionaria um prejuízo na qualificação e currículo, podendo até certo ponto prejudicar uma carreira.
Todo ex-aluno tem interesse de que a imagem de sua faculdade esteja bem. Assim, podem doar para financiar atuais bolsistas, prédios, reformas e melhorias. Dentre todos os doadores no mundo, só 12% o fazem por conta de incentivos fiscais. Além desse aspecto, há outras motivações. Por exemplo, um ex-aluno que tenha posses, certamente não recusará reformar ou até construir uma biblioteca que levará seu nome.
O cadastro do ex-aluno é vital. Ele tem de voltar à universidade e ser localizado. O desenvolvimento dessa cultura é muito importante para o Brasil, considerando que a perenidade e a constante evolução das instituições de ensino superior são fundamentais ao desenvolvimento e competitividade do País.

*Especialista em Ensino Superior e Gestão Universitária e autor do livro “Sustentabilidade e Captação de Recursos na Educação Superior no Brasil”.



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