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Empreendedor 17/05/2004

Buscando novos caminhos, Marilene encontrou na culinária a satisfação pessoal

Trocando o ócio pela motivação empresarial

Nem sempre um empreendedor de sucesso é motivado pela satisfação financeira e profissional. No caso de Marilene Geri, dona do restaurante A Camponesa, um dos mais conceituados do município, a motivação veio após um momento difícil que ela precisou enfrentar em sua vida. Com a morte do marido, ela passou a se sentir sozinha e deprimida. Foi quando os filhos passaram a incentivá-la a começar um negócio para preencher seu tempo.
Marilene sempre foi uma mulher acostumada a trabalhar. De 1960 a 1978 ela gerenciou a extinta Casa Sandes, um dos maiores magazines da época. Porém, com o casamento e com o nascimento dos filhos, ela teve que renunciar à sua vida profissional para se dedicar aos compromissos da casa. “Nós decidimos, eu e meu marido, que eu trabalharia até não atrapalhar na vida do casal. Foi uma opção, mas como sempre estive ocupada, nunca senti falta de meu emprego”, conta.
Com a morte do marido, funcionário da Refinaria Ipiranga, Marilene renunciou ao seu estilo de vida agitado e socialmente ativo. “Passei a ficar em casa, deprimida, e meus filhos começaram a se preocupar comigo. Não precisava trabalhar, pois meu marido havia deixado um bom salário. Mas eu precisava ocupar meu tempo”, destaca.
Como ela sempre foi conhecida no âmbito familiar como uma boa cozinheira, a idéia de montar um restaurante começou a ser cogitada entre ela e os filhos. “Eu queria que fosse um restaurante simples, que servisse comida caseira para trabalhadores que precisassem comer em restaurante toda semana. E eu iria cozinhar”, relata.
Entretanto, o envolvimento com a empresa foi tão grande que não deu para ficar apenas na comida caseira. “Começamos pequenos, com apenas oito mesas. Nem esperávamos uma aceitação tão boa em tão pouco tempo. Acontece que fui me envolvendo cada vez mais. Sempre que viajo trago receitas novas, visito restaurantes e busco novidades. Acabamos criando um estilo diferente: comidas requintadas, com um toque de simplicidade”, explica.
Para preencher seu tempo, Marilene não ficou só no restaurante. Ela também se envolveu com causas sociais e hoje é vice-diretora do Orfanato Maria Carmem. “Isso fez com que adotássemos uma política de não-desperdício em nosso restaurante. Não reaproveitamos a comida de um dia para o outro, doamos tudo para o orfanato e outras instituições. Tanto que, todos os dias, chega a criar uma fila de necessitados na minha porta após o expediente”, diz.
Hoje, Marilene já ampliou seu restaurante diversas vezes e está se mudando de local. “Vamos para a rua Andradas, próximo à Dr. Nascimento. Não é nenhuma estratégia para melhorar a clientela, pois temos clientes fiéis há vários anos. Simplesmente será um local mais adequado à nossa realidade”, explica.
O restaurante A Camponesa emprega oito funcionários, afora a família. “Isso sem contar os serviços indiretos que geramos ao terceirizar a tele-entrega. Todos precisam trabalhar satisfeitos, pois assim rendem melhor. Outra estratégia para manter sempre a qualidade é exigir muito dos fornecedores. Assim estamos conseguindo nosso sucesso”, conclui.



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